quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Perde-se também é caminho."


Há muito perdida, tentando desesperadamente se achar...foi assim por muito tempo, podre menina. Mas o tempo passou... Conseguiu se achar um pouco. Mas por mais que buscasse respostas para suas tantas perguntas, sempre existiria aquelas perguntas das quais ela nunca saberia a resposta. E ela tinha noção disso...
Imersa em um turbilhão de emoções, novidades, casos ou simplesmente acasos... A vida girava e o mundo parecia o mesmo, pelo menos ao seu redor. Por mais que ela tentasse, ela se sentia como se não pertencesse aquele mundo...Tão superficial e tão previsível.
Sempre teve sede de mais e mais...Nunca se conformou com pouco ou nada. Sabe aquela sensação de achar que veio na hora errada? Que era para ter vindo na próxima geração??? Pois é, ela bem que sentia isso...
O que ela mais detestava era a rotina. Não sabia como alguém poderia viver encoberta por esse mal. Sua vida jamais seria do tipo : crescer, estudar, trabalhar, casar, reproduzir e envelhecer... Muito menos saber como seria exatamente o seu amanhã. Ah não, se recusava a tal propósito. Achava que a vida era muito mais que isso. Tão mais que ficava perdida. Porque se tudo girava em torno disso, como podia ela fazer diferente??? Por mais que a gente queira algo diferente tem coisas que não depende só da gente. E ela sabia e sentia isso...
Ficava todo dia a olhar para a lua ao anoitecer, tentando em vão falar com ela. Com a esperança que um dia a lua lhe falasse qual caminho ela deviria seguir. Afinal, a pobre da lua era muito experiente. Já tinha vivido tanto a bichinha... Se ela conseguiu sobreviver nesse mundo de caos, certamente teria uma boa receita de vida pra ensinar...
E era assim que passava suas noites a conversar com a lua. Clamando por respostas que ela mesmo não conseguia encontrar. Não sabia até quando viveria assim... Apenas que não era dessa forma que queria viver.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sonhos, sonhos...


Hoje eu sonhei
Um sonho tão lindo
Era contigo em um entardecer...
O tempo não existia
E o passado era o presente em construção...

Mas só podia ser mesmo sonho...
Pois o passado jamais voltará a ser presente...
E o presente, há o presente é outro.

Nesse sonho tinha de tudo,
Amor, carinho e felicidade de montão.
Era um misto de euforia e libertação.
De tudo se podia, pobre distração...

Mas a noite caiu,
E tudo que era lindo ficou triste.
As coisas ficaram sóbrias...
Perdeu-se o ar de magia e tudo acabou...

Lá se via do alto da colina,
A melancolia a cantar - músicas irônicas...
Zombando do pobre luar.
Chuvas crescentes a desabar.
Tempestades a imperar.
E o desespero tomar conta do ar.

Mas como sempre,
Depois da tristeza há quem diga que sempre vem à bonança.
Lá no fundo eu tinha esperanças de que ela logo viria.
Mudar os rumos das circunstâncias...

Mas ela não veio...

E eu acordei...
E descobri que junto com os sonhos estão sempre os pesadelos...
Ali – lado a lado.
E que por mais que o sonho tenha sido lindo,
É sempre do pesadelo que vamos lembrar...

--> Fica a dica: que tal, mesmo dos pesadelos mais sóbrios, tirar-mos sempre os pontos positivos e transformar tudo em aprendizado? Ao invés de sempre buscar o negativismo e afundar em águas profundas?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um dia eu me liberto de verdade...


Perdida entre o amanhã e o ontem.
Estou eu no hoje???
E porque o hoje é tão distante?
Sorri ou chorar?
Lamentar ou esquecer???
Não sei, eu nunca sei...
Prefiro acreditar que não existe tempo, apenas momentos...
É mais fácil de encarar a vida assim – entre momentos.
Ultimamente estou presa em um ciclo viciante de rotina.
Grito, grito mas ninguém me ouve a ponte de sequer socorrer-me.
E fico assim...
Presa num vazio de tédio e obrigações.
E vejo que já não sou mais a mesma.
Muitas responsabilidades e pouca diversão.
Resgatei um ser do passado que a muito não habitava mais neste corpo???
Parece que essa alma do passado estar ressurgindo de novo em minha vida.
Acho que chegou o momento de crescer...
Crescer, crescer e fazer o que???
Ficar sempre presa a uma rotina incansável sem conseguir imaginar o porque de tudo isso??
Ah não...
Sinto falta de me interrogar sobre o que eu vim fazer no mundo, qual o propósito e porque disso ou daquilo.
Na verdade, chego à conclusão que gosto da contradição.
Afinal, sou a própria contradição em pessoa que oscila entre os eixos negativos e positivos de um arco trigonométrico e nunca se estabiliza.
Definir-me eu jamais vou conseguir, se eu ao menos soubesse como sou ou o que sou.
Acredito que definição não combina comigo.
Estou mais para uma roda gigante em rotação.
Ah, momentos... momentos vãos...
Quero quebrar a rotina e flutuar novamente.
mas forças ocultas me impedem de tentar...
Fazer o que neh??? Se, volta e meia estamos sempre fazendo coisas ou algo para agradar os outros...
ai, ai...
um dia eu me liberto de verdade =P.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Escrever com o coração...


É mergulhar na vida e transpassar para o papel.
O sentir, o amor nas entre linhas.
O viver intensamente na liberdade do ser...
É escrever o que se sente sem ao menos pensar...
Deixar fluir os pensamentos...
Imaginar o amanhecer até no entardecer.
Acreditar no impossível como algo meramente possível.
E viajar na imensidão do nada e acordar no tudo.
É pular no abismo acreditando que sempre existe um final, seja ele qual for.
E sonhar...
Acreditando que todo sonho pode um dia se tornar real.
E transpor tudo isso no limiar de um papel.
E deixar o coração falar...
O que sente o que pensa o que quer.